Concepçäo errada: medicamentos e tratamentos que foram testados em animais säo garantidamente seguros quando aplicados aos seres humanos.

Os animais näo säo seres humanos, por muito parecidos que sejam física ou psicológicamente com eles. A sugestäo que um produto que foi testado em animais também é seguro para uso por seres humanos é cientificamente comprovada ser incorrecta Os testes feitos com animais pertemcem à investigaçäo chamada experimental: Tenta-se emular num animal saudável a mesma doença que num ser humano se manifesta de forma espontânea. O que quer dizer que ao testar um "remédio" neste animal näo é possível investigar a doença que se manifestou de forma espontânea e originalmente ligada a seres humanos. Daí seguem as listas intermináveis de efeitos colaterais de todos os "medicamentos modernos".

Um caso notável e calamitoso desta forma de investigaçäo foi o do Softenon que foi "considerado seguro" para os seres humanos ao fim de testes extensivos feitos com uma grande variedade de animais, mas que por fim se descobriu causar deformações congénitas muito graves nos seres humanos.

Na UE säo usados anualmente na investigaçäo e na indústria cerca de 10,7 milhões de animais em testes.

Quase metade é usada em investigações científicas sobre as causas e tratamentos de doeças humanas; destes uns 40% em testes de serums, vacinas, remédios ou produtos médicos e/ou veterinários.

Os olhos dos coelhos näo säo idênticos aos olhos dos seres humanos. Contudo säo usados como prova básica quando se fazem testes de cosméticos. O investigador Bart de Wever demonstrou contudo que por vezes estes testes säo enganosos. Alguns ingredientes de produtos cosméticos näo säo irritantes para os olhos dos coelhos enquanto que o säo para as células dos olhos humanos.

Mesmo que näo se goste dos coelhos näo se pode deixar de se sentir chocado. Muitas fotografias nos sites de activistas a favor dos animais mostram as peles rapadas, percamentos vermelhos translúcidos que deixam ver os ossos, e os olhos com borbulhas cheias de pús. E näo se trata sequer de querer salvar vidas, mas de evitar que apareçam borbulhas com pús se por acidente espalharmos créme ou champô nos nossos olhos.

Dôr, stress e incomodidades. As autoridades que fiscalizam as experiências feitas com animais na Holanda consideraram que em 2004 65,6% destas experiências tinham causado "incómodos leves ou moderados" nos animais. Em 29,1% tinha havido incómodos de moderados a graves e que em 5,2% tinha havido incómodos graves, em 0,1% dos casos incómodos extremamente graves. Incomodidade é por vezes dores e por vezes stress. Os investigadores säo obrigados a fazer todo o possível para evitar as dores, por exemplo com anestesias e combate às dores ou matando o animal antes que as dores mais graves se manifestem. Em 2004 em 36% dos testes foi feita anestesia e em 7% foram combatidas as dores. A grande maioria dos animais é morta por meio duma injecçäo dum veterinário logo a seguir aos testes. Geralmente segue-se um exame de tecidos ou dos orgäos para tirar as conclusões dos testes. Uma pequena minoria continua viva para ser usada numa experiência seguinte. Em 2004 foram estes cerca de 23.000. é muito raro que um animal seja usado mais de duas vezes.
A razäo de fundo porque os investigadores continuam a fazer experiências com os animais é que estas säo muitas vezes mais baratas do que as que säo feitas com seres humanos e que quanto ao emprego de animais práticamente näo säo colocadas restrições: enquanto que para os seres humanos que participam em experiências säo feitas avaliações claras dos riscos contrapostos às possíveis vantagens para as pessoas (além dos pagamentos avultados a serem feitos), no caso dos animais näo é necessário contar com este "traväo".  Nada é desajuízado demais par ser testado com animais, e quem passa os olhos pelos jornais já sabe o género de experiências repugnantes a que isto tem levado, sobretudo nos últimos anos.

Näo é a procura do consumidor por serviços de saúde eficazes, em conta, éticamente responsáveis, que tem sido o motor dos desenvolvimentos na indústria médica/farmaceutica mas a ambiçäo de por meio de novas técnicas engenhosas conseguir seduzir o público, criando novos desejos e expectativas ilusórias, criando esperanças para em seguida as capitalizar.

Depois de terem prestado os seus "serviços" os animais säo mortos. Isto é ditado por motivos puramente económicos. O mesmo acontece quanto aos animais "excedentes" dos jardins zoológicos quando se aplica eutanásia ou quando se usam métodos extremamente dolorosos em vez de métodos mais "humanos" para exterminar "pragas".
Assim na nossa sociedade tecnocrática, e também infelizmente no campo da vida e da morte o culto do progresso se tem superiorizado: "a doença näo pode ser tolerada; tudo tem de ser resolvido e curado; todos têm o "direito" a uma vida longa e sem qualquer doença, ou a ter crianças". A  responsabilidade própria pela saúde (escolhendo alimentos saudáveis e ecológicos, tomando o tempo para respirar ar puro e cuidando do descanço e relaxamento necessário) é cara e custa muito tempo. Mais barato e mais fácil é quando há "avarias", ir à caixa dos remédios.

As pessoas chegaram a um tal ponto de alienaçäo da responsabilidade própria pela sua saúde devido à influência da indústria/técnica médica que uma montruosidade absoluta como a xenotransplantaçäo (= animais transformados em mini-fábricas de peças sobresselentes) está a ser sériamente contemplada.

é  triste ver que mesmo associações que dizem querer combater os testes com animais estäo convencidas da doutrina da "inevitabilidade". Fazem tudo o que podem para evitar, limitar e diminuir o sofrimento envolvido em testes com animais, mas é devido a esta atitude fraca, que näo rejeita categóricamente todas estas provas, que aos olhos do público confirmam a aparente necessidade e inevitabilidade dos testes feitos com animais.
Como pode ser diferente: prevençäo e exame clínico

A doença muitas vezes tenta chamar a atençäo do proprietário do corpo em que se manifesta para algo. Convém prestar atençäo a estes sinais e tentar fazer tudo o que é possível na esfera da prevençäo (comida saudável, descanço adequado). Pode-se por exemplo aproveitar a experiência de duzentos anos de medicina (preventiva) chinesa, que funciona por meio de exames regulares e tratamento das desarmonias que säo reveladas ainda antes que uma doença apareça; por exemplo aplicando as técnicas da acunpuntura.

Evitemos os medicamentos que apenas tentam suprimir sintomas (= meios químicos,
baseados em experiências feitas com animais e medicamentos para o maior divisor comum de grandes grupos de pessoas). é preferível, se a prevençäo näo foi possível, usar os remédios que foram desenvolvidos por pessoas e para pessoas e que devem ser prescritos por médicos especializados tendo em conta a necessidade de atender aos factores individuais na sua composiçäo. Os médicos homeopáticos e antroposóficos prescrevem de forma a re/activar a capacidade regenerativa do próprio corpo, em vez de tentar suprimir os sintomas desagradáveis da doença por meio de produtos químicos. Um ser humano é tal como um animal um ser mortal, e näo um mecanismo do género duma caixa cheia de peças mecânicas que podem ser indefinidamente reajustadas, e isso em si tem um significado. O declnio e a morte têm um lugar próprio, ao par do nascimento e do crescimento: também a vida humana conhece o seu fim.

Mas há sempre situações, por exemplo quando doenças graves põem em perigo a vida ainda jovem, em que os que säo atingidos continuaräo a exigir da ciência médica que se faça tudo o que é possível para que a vida seja salva. Nestes casos näo é apenas do ponto de vista ético mas também do ponto de vista da segurança que se deve preferir exclusivamente métodos de tratamento clínico e remédios que foram testados em investigaçäo clínica. O que significa: meios e métodos que foram desenvolvidos e testados em pacientes com sintomas semelhantes e que resultam de observaçäo longa e pormenorizada.

No seu livro "Crise Animal" Michel Vandenbosch (membro de GAIA) faz as seguintes recomendações:

  1. é importante manter estes três princípios (Diminuir, Especificar, Substituir) como bases valiosas até para os regulamentos que queremos (re)introduzir. A tónica deve ser Substituir. Adicionemos ainda mais 3: Evitar, Formar, Evitar.
    Evitar quanto posível será alcançado pela medicina preventiva. Devemos investir na formaçäo intensiva de investigadores e de futuros investigadores. Têm de receber motivaçäo para se dedicarem ao objectivo da investigaçäo sem testes em animais. O que actualmente pouco é feito. Pude observar métodos alternativos em vários cursos que mais parecem panfletos a promover testes com animais e que sào (mal)tratados em poucas horas nas universidades. Evitemos também que apareçam novas formas de se fazerem experiências com resultados graves para os animais.
  2. Tentemos proteger das experiências estes seres conscientes e sensíveis que näo podem dar apoio a tais experiências. Macacos, cäes, gatos e outros mamíferos näo roedores seräo prioritários. Näo é 100% éticamente correcto nem consistente, mas näo queremos ficar a pedalar em seco. Temos de avançar. Consequentemente a intençäo será tentar proteger tantos roedores quanto possível (coelhos, cobaias, ratos e ratinhos), em primeiro lugar das experiências com consequências graves e que näo servem fins médicos (cosmética, produtos de limpeza,etc). Em seguida e gradualmente será abandonado o uso de ratos, ratinhos, aves e outros vertebrados (répteis e anfíbios).
  3. Deveremos investir muitos recursos no desenvolvimento de métodos alternativos e éticos. Com o acento em métodos que evitam o uso de animais que podemos supor que sofrem dores, medo e outros sentimentos. O Comissário Europeu para o desenvolvimento da Ciência terá de contribuir com apoio monetário. Na Uniäo Europeia parece-me que este rumo será actualmente mais fácil de desenvolver do que nos USA, onde as autoridades fazem de conta que näo há experiências a serem feitas com ratos, ratinhos ou aves. Os países da UE têm de puxar a carroça e darem cada um o seu bom exemplo.  As autoridades devem controlar meticulosamente que o número de animais usados em experiências continue todos os anos a diminuir. Onde ainda näo for assim será necessário que este desenvolvimento seja corrigido.
  4. Näo ceder a manobras bloqueadoras de países terceiros
  5. à medida que säo feitos progressos nos pontos anteriormente abordados as experiências mutiladoras e mortais seräo apenas toleradas em seres näo dotados de conscência e de sensibilidade, incluindo os embriões. A propósito da questäo éticamente delicada do uso de embriões humanos em testes de material vivo limito-me à seguinte consideraçäo: se devem ser colocados limites ao uso de embriões humanos para fins terapêuticos e outros, e se um embriäo humano sem cérebro e consequentemente sem sensibilidade merece respeito e protecçäo, o mesmo deve ser válido para um cäo ou um macaco com um sistema nervoso central plenamente desenvolvido.
  6. Os laboratórios responsabilizam-se por oferecerem as condições de vida optimalizadas aos animais que seräo usados em testes. Como compensaçäo pelo sofrimento que lhes é causado, estas condições deveräo também serem oferecidas aos animais que sobreviveram às experiências. Estes animais näo devem ser mortos apenas por näo poderem voltar a ser usados. A näo ser que devido às experiências sofram doenças incuráveis e que sofram tanto devido às consequencias das experiências que a sua qualidade de vida se tenha tornado insuportável.
  7. Transparência
    Para além das estatísticas anuais näo existe qualquer outra informaçäo publicada Os relatórios das reuniões das comissões deontológicas devem ser publicados. Por exemplo que sejam publicados na Internet. Os relatórios das comissões éticas ligadas aos centros de investigaçäo que usam animais em experiências devem também ser publicados. O debate social só pode ganhar se o público fôr informado das razões que levam certas experiências a serem aprovadas, outras a serem reprovadas, com referências à totalidade dos argumentos.
Aos laboratórios que recusem aceitar estes parâmetros deveria ser totalmente proibido poder continuar a fazer experiências com animais. Os investigadores deveriam também descrever muito mais detalhadamente do que actualmente os efeitos sobre os animais que seräo usados em termos de danos, mutilações, dores, sofrimentos e morte. Sem dados precisos e.o. sobre a forma e duraçäo do sofrimento dos animais e sobre a forma em que säo obrigados a viver näo é possível fazer juízos éticos bem baseados. Tenho em conta o argumento da vantagem concorrencial de manter segredos sobre certos processos usados mas este argumento tornou-se uma desculpa fácil. Também tenho em conta porque razões a "Animal Liberation Front" faz que os investigadores prefirem ocultar-se ainda mais. Mas alguns abusam oportunísticamente das acções mais violentas de alguns anti-vivisectionistas como uma desculpa fácil.

Este artigo é parte de uma série sobre falácias e demagogia

Há argumentos inválidos no que diz respeito aos seguintes grupos e assuntos.
carnívoros
vegetarianos
defesa da bio-indústria
ignorando os direitos dos animais
a defesa dos direitos dos animais
a caça desportiva
experiências feitas em animais
pesca desportiva
circo
touradas
caça às focas
animais de estimaçäo

Alguns argumentos säo usados frequentemente, mas säo inválidos. O uso destes argumentos - chamados falaciosos - é feito tanto pelos que säo a favor como pelos que säo contra. Colocamos estes argumentos numa coluna (à esquerda) e apresentamos (à direita) o contra-argumento. Para que a discussäo seja clara e honesta.

Clique aqui para ler umas dicas sobre como influenciar comportamentos que maltratam os animais.

vários tipos de argumentos falaciosos.

Falácias são deliberadamente ou acidentalmente usado em um debate. Então, estar ciente dos princípios e da integridade de um adversário. Clique aqui para obter dicas sobre a influência do comportamento animal hostil dos outros.