Argumentos falaciosos em defesa da caça desportiva

Argumentos falsos a favor da caça desportiva refutados

Os habitantes das cidades que raramente põem os pés na natureza não se devem ocupar com as questões da caça.
O tempo muito restrito que um inquilino comum do betão citadino usa para recreação na natureza não restringe o seu direito de discutir os destinos da flora e fauna do seu país.
Os caçadores controlam o crescimento excessivo das populações e previnem os danos deste resultantes.
Os caçadores e as autoridades não fazem o que é necessário quanto ao controlo e desenvolvimento natural dos recursos para evitar as matanças desnecessárias.
Caçar é natural.
Caçar por prazer praticamente não acontece na natureza, quase sempre a sua finalidade é a alimentação.
Os caçadores investem tempo e dinheiro na natureza.
O muito tempo que um caçador passa na natureza e o dinheiro que investe na sua reserva não legitimam abater as peças de caça.
A caça mantém a população saudável.
A caça feita pelos seus predadores naturais certamente. Este argumento seria válido se os caçadores corressem atrás da caça para a apanhar. Um caçador que caça por razões de prazer não pode garantir que só escolhe e elimina indivíduos enfraquecidos ou doentes.
Os caçadores fazem tudo o possível para não deixarem atrás os animais feridos ou em agonia.
Muitos animais são apenas feridos e morrem mais tarde, longe do caçador. A melhor forma de evitar que isto continue é não disparar.
Alguns biótopos são demasiado reduzidos para se poder deixar as populações selvagens crescerem descontroladamente.
Por isso muitos países ligam as suas áreas naturais umas às outras (em Portugal, por exemplo, através da Rede Natura 2000; no Brasil, a lei prevê corredores ecológicos entre as áreas protegidas). Uma rede assim permite alcançar um equilíbrio natural e tornar a caça supérflua. Esta é, aliás, a exigência mínima que se deve colocar a uma rede deste tipo.
Caçar está bem desde que se coma o que se caçou.
Comer os restos mortais não justifica terminar a vida dum ser.
Porque não há-de ter um guarda-caça o prazer da caça?
Os animais têm o direito a que se evite abatê-los sem necessidade. Quando o controlo da natureza está nas mãos de quem tem prazer em caçar a necessária autodisciplina e a máxima dedicação na exploração de outras alternativas torna-se improvável.
Se a raposa não for caçada as aves dos prados ficam em perigo.
Pois ficam, mas as raposas e todos os outros animais que caçam as aves das planícies mantêm-se na proporção numérica devida. Quando não se continua a caçá-los quem gosta da natureza tem oportunidade de ver ambas as espécies mais frequentemente. A caça torna os animais mais esquivos.

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Dez frases sobre animais que se ouvem muitas vezes. Consegue reconhecer a falácia? Depois de cada resposta lê porque é que o argumento não se sustenta.

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Este artigo faz parte de uma série sobre falácias e demagogia

Alguns argumentos são usados com frequência, mas não são válidos. Usam-nos tanto os defensores como os opositores. Chamam-se argumentos falaciosos, ou falácias.

Cada argumento vem acompanhado da nossa resposta. Assim a discussão fica mais clara e mais honesta.

Há vários tipos de argumentos falaciosos. Algumas falácias são usadas de propósito, outras por engano. Por isso convém prestar atenção aos princípios e à honestidade de quem está do outro lado da discussão.

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